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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) vai solicitar uma audiência com Passos Coelho.cliente_restaurante

A AHRESP, em parceria com a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, reuniu hoje em Lisboa empresários da Restauração e da Hotelaria, num debate sobre a situação do sector em caso de subida da taxa de IVA intermédia de 13%.

Em comunicado, a associação revela que decidiu solicitar, "de imediato" uma audiência com Pedro Passos Coelho e alerta que caso o Governo avance mesmo com a subida do imposto aplicado na restauração e hotelaria para a taxa normal de 23%, como o Diário Económico avançou hoje, vai "renunciar ao esforço de promoção da Gastronomia e Património Cultural de Portugal (...) com a suspensão imediata de iniciativas nesta área".

A AHRESP decidiu também "recusar qualquer participação na campanha "Comprar Português", argumentando que as empresas do sector "serão forçadas a privilegiar os produtos em função do factor preço". Isto apesar dos sucessivos apelos do Presidente da República que tem apelado à compra dos produtos portugueses como forma de estimular a economia nacional e ajudar o País a sair da crise que enfrenta.

Outra das deliberações da AHRESP no encontro de hoje foi "suspender de imediato a campanha de solidariedade social "Direito à Alimentação", por incapacidade económica das empresas".


A associação tinha já anunciado que iria realizar um dia nacional de protesto, sob a designação "Dia Nacional Sem Restaurantes", com o objectivo de "sensibilizar os decisores políticos e a população para as consequências nefastas do aumento do IVA" no sector.

O debate em torno da taxa intermédia do IVA foi reacendida quando Passos Coelho, em entrevista à RTP em Setembro, disse não poder garantir que vai manter a taxa intermédia e afirmou mesmo que eliminá-la "é uma possibilidade", apesar de ressalvar, na altura, que "não é uma decisão que já esteja tomada".

Hoje, o Diário Económico avançou que O Governo vai mesmo subir a taxa de IVA aplicada à restauração - de 13% para 23% -, de acordo com a versão preliminar do Orçamento do Estado para 2012 e que a medida foi fechada com a ‘troika' ainda em Setembro.

Fonte: Económico